Eu sou instável, no dicionário, algo incerto é algo que muda constantemente, como o mar que ora se ergue gigante, ora se recolhe pequeno. Quero o mundo inteiro nos meus pés, mas tremo diante da porta da minha própria bolha. Quero ser tudo: cantora, escritora, fotógrafa, poeta, produtora, ilustradora… mas às vezes ser tudo é também ser nada, porque o peso dos sonhos cansa. Queria apagar minhas redes, desaparecer no silêncio, mas também queria ser vista, lida, compreendida sem precisar gritar por atenção. Queria dançar em festas, me perder em baladas, mas também queria o canto solitário, com o meu violão, a solidão e a melancolia que me abraça. Queria ser livre, não me prender a ninguém, não dar explicações a ninguém… mas o amor é doce demais, e sempre volto a ele. Sou bonita, dizem, mas no espelho encontro um reflexo que me fere, Queria ser pássaro, queria ser vento, mas no fim sempre me detenho, ou alguém me detém ah sei lá.
Queria aprender tudo, ler tudo, conhecer tudo, mas há um conforto estranho em repousar na ignorância. Queria ser diferente, ser algo que o mundo precise, mas não me sinto suficiente em nada do que sei. Cansei de ser eu, de amar demais, de sentir demais, de viver demais… mas ainda assim, quando olho ao redor, percebo que sou tão legal. Queria me encontrar num bar e conversar comigo mesma, mesmo sabendo que, em minutos, eu me acharia chata demais. Dentro da minha cabeça há um jardim bonito, embora bagunçado. Às vezes penso em arrumá-lo, mas pra quê, se ninguém nunca vai vê-lo? Ah melhor deixa pra lá Eu não sei de nada, não quero saber de nada, mas quero saber de tudo. Quero conquistar, mas não quero correr. Dizem que há um trem que passa só uma vez, mas tenho medo de embarcar: e se ele me levar para longe de mim? Eu não sei se quero mais. mas com certeza eu quero mais.
Queria aprender tudo, ler tudo, conhecer tudo, mas há um conforto estranho em repousar na ignorância. Queria ser diferente, ser algo que o mundo precise, mas não me sinto suficiente em nada do que sei. Cansei de ser eu, de amar demais, de sentir demais, de viver demais… mas ainda assim, quando olho ao redor, percebo que sou tão legal. Queria me encontrar num bar e conversar comigo mesma, mesmo sabendo que, em minutos, eu me acharia chata demais. Dentro da minha cabeça há um jardim bonito, embora bagunçado. Às vezes penso em arrumá-lo, mas pra quê, se ninguém nunca vai vê-lo? Ah melhor deixa pra lá Eu não sei de nada, não quero saber de nada, mas quero saber de tudo. Quero conquistar, mas não quero correr. Dizem que há um trem que passa só uma vez, mas tenho medo de embarcar: e se ele me levar para longe de mim? Eu não sei se quero mais. mas com certeza eu quero mais.