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li o livro O Diabo de león tolstoi, conta a história de um homem dividido entre o amor puro e tranquilo por sua esposa e a paixão irresistível por uma antiga amante. Esse conflito interno, entre razão e desejo, vai crescendo até se tornar insuportável. No fundo, o “diabo” não é uma figura externa, mas a tentação e a luta dentro do coração humano, e me pergntei, porque isso acontece? porque quando temos alguém que tanto amamos ainda estamos em busca do prazer e a luxuria? dai eu percebi que amar alguém não significa que todas as outras paixões se apagam; elas permanecem como ecos, lembranças que às vezes voltam para nos testar. Platão dizia que o amor é busca pela completude, e talvez por isso olhemos para trás, como quem procura pedaços de si em histórias antigas, acreditando que cada encontro guarda uma parte daquilo que nos falta. Nietzsche lembrava que somos feitos de impulsos contraditórios: queremos a calma do afeto presente, mas também a vertigem da intensidade perdida, porque o ser humano não é apenas razão, mas também excesso, desejo e caos. Pascal, por sua vez, dizia que o coração tem razões que a própria razão desconhece, e é justamente nesse mistério que se esconde a força das paixões antigas — não porque sejam melhores, mas porque carregam o perfume daquilo que já nos fez sentir vivos. O amor atual nos dá abrigo, mas o passado nos chama como uma janela aberta para o jardim da memória, onde flores secas ainda guardam cor e perfume sabe nao existe como uma logica exata do porque olhamos pra trás tendo um relacionamento feliz e tranquilo.

agora sartre falava que, mesmo amando, continuamos livres e essa liberdade nos leva a desejar, a revisitar caminhos já trilhados, como se buscássemos confirmar quem somos. No fundo, o “diabo” de Tolstói não é externo, mas a tentação que nasce dentro de nós, entre o conforto do amor e o fascínio da paixão. Somos seres que oscilam entre o lar e a aventura, entre o abrigo e o risco, e talvez seja justamente nessa oscilação que se revela a beleza da condição humana. O amor nos dá raízes, mas o desejo nos dá asas; e viver é aprender a equilibrar esses dois movimentos sem sufocar nenhum deles. A serenidade está em reconhecer que não precisamos escolher entre ser pássaro ou ser árvore, porque dentro de nós coexistem ambos: a vontade de permanecer e a vontade de partir. É nesse paradoxo que se encontra a poesia da vida, e talvez seja por isso que, mesmo quando amamos, ainda buscamos não por falta, mas porque o coração humano é infinito em sua sede de sentir

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